notícias > MMX ampliará a produção
A MMX Mineração e Metálicos S/A, controlada pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista, investirá R$ 3,5 bilhões até 2016. O aporte será feito na expansão da produção do complexo de Serra Azul, no Quadrilátero Ferrífero, que passará das atuais 8,7 milhões de toneladas para 24 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Segundo o chief executive officer (CEO) da mineradora, Roger Downey, 25% dos recursos serão do caixa da empresa e 75% de financiamentos de bancos nacionais e internacionais.
"Um consórcio de três bancos privados, nacionais e internacionais, vai disponibilizar linhas de financiamento de até US$ 800 milhões com libor de 2,5%, carência de 36 meses e prazo de dez anos. Essas instituições trabalharão como assessores, ajudando a MMX a obter outras linhas junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a bancos de desenvolvimento da China e da Coreia do Sul", explicou.
Conforme o CEO, os recursos serão injetados na construção de uma nova planta de beneficiamento, com capacidade para produzir 24 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, que substituirá a unidade em operação. Além disso, o aporte também contempla a implantação de uma correia transportadora com 10 quilômetros de extensão, ligando a mina ao ramal da MRS Logística, onde a MMX também vai instalar um terminal ferroviário.
"A antiga planta de beneficiamento continuará produzindo até a nova unidade entrar em operação, o que deve acontecer em 2013. No entanto, só devemos atingir a plena carga de produção em 2015", detalhou Downey. Ele também informou que a instalação da correia foi a solução logística mais adequada para a topografia do local onde está localizada a mina, além do impacto ambiental da implantação do equipamento ser reduzido.
A MMX também anunciou que deve investir R$ 1,5 bilhão para colocar a unidade de Bom Sucesso, na região Central do Estado, em operação. Já em 2011, a mineradora aportará US$ 18 milhões em sondagens e levantamentos geológicos para confirmar o volume da reserva. Estima-se que a capacidade de produção da lavra seja de 10 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano.
DIVULGAÇÃO/MMX
A produção de Serra Azul passará de 8,7 milhões de toneladas/ano para 24 milhões de toneladas/ano
De acordo com informações da mineradora, no pico das obras de expansão do Sistema Sudeste - composto pelas unidades de Serra Azul e Bom Sucesso -, considerando também as operações, devem ser gerados 28 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Após o início das atividades das novas plantas, provavelmente em 2015, a companhia estima a geração de 780 empregos diretos em Bom Sucesso e o dobro em Serra Azul.
Downey enfatizou que a empresa vai privilegiar, durante as obras, os trabalhadores locais. "A MMX priorizará a contração de mão de obra local e podemos garantir que 90% dos equipamentos que serão adquiridos pela mineradora serão de origem nacional", disse.
A MMX vem adotando uma estratégia ofensiva no sentido de integrar a produção de minério de ferro extraído em Serra Azul. Em meados do mês passado, a mineradora e a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas) anunciaram um acordo preliminar para exploração conjunta da mina Pau de Vinho, localizada na região e com reservas estimadas em 800 milhões de toneladas de minério de ferro, cujo direito minerário pertence à siderúrgica.
O documento prevê que a MMX ficará com 86,5% da produção da mina, estimada em 8 milhões de toneladas por ano, enquanto a Usiminas ficará com 13,5%. Os volumes extraídos na lavra serão apurados e divididos, de acordo com estas cotas, trimestralmente. A parceria, cujo acordo definitivo será firmado em janeiro de 2011, também permite que a Usiminas utilize o Superporto Sudeste, em Itaguaí (RJ), que está sendo adquirido pela MMX da LLX Logística, também do empresário mineiro, para embarques do aço.
O CEO não descartou aquisições de jazidas em Serra Azul e nem novas parcerias com outros players que detém reservas e atividades na região, a exemplo do acordo com a Usiminas. "O potencial para acordos ‘ganha-ganha’ na região é grande. Não somos fornecedores de logística, mas usaremos nossos ativos logísticos e portuários como trunfos nas negociações", afirmou.
Fonte: Diário do Comércio
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"Um consórcio de três bancos privados, nacionais e internacionais, vai disponibilizar linhas de financiamento de até US$ 800 milhões com libor de 2,5%, carência de 36 meses e prazo de dez anos. Essas instituições trabalharão como assessores, ajudando a MMX a obter outras linhas junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a bancos de desenvolvimento da China e da Coreia do Sul", explicou.
Conforme o CEO, os recursos serão injetados na construção de uma nova planta de beneficiamento, com capacidade para produzir 24 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, que substituirá a unidade em operação. Além disso, o aporte também contempla a implantação de uma correia transportadora com 10 quilômetros de extensão, ligando a mina ao ramal da MRS Logística, onde a MMX também vai instalar um terminal ferroviário.
"A antiga planta de beneficiamento continuará produzindo até a nova unidade entrar em operação, o que deve acontecer em 2013. No entanto, só devemos atingir a plena carga de produção em 2015", detalhou Downey. Ele também informou que a instalação da correia foi a solução logística mais adequada para a topografia do local onde está localizada a mina, além do impacto ambiental da implantação do equipamento ser reduzido.
A MMX também anunciou que deve investir R$ 1,5 bilhão para colocar a unidade de Bom Sucesso, na região Central do Estado, em operação. Já em 2011, a mineradora aportará US$ 18 milhões em sondagens e levantamentos geológicos para confirmar o volume da reserva. Estima-se que a capacidade de produção da lavra seja de 10 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano.
DIVULGAÇÃO/MMX
A produção de Serra Azul passará de 8,7 milhões de toneladas/ano para 24 milhões de toneladas/ano
De acordo com informações da mineradora, no pico das obras de expansão do Sistema Sudeste - composto pelas unidades de Serra Azul e Bom Sucesso -, considerando também as operações, devem ser gerados 28 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Após o início das atividades das novas plantas, provavelmente em 2015, a companhia estima a geração de 780 empregos diretos em Bom Sucesso e o dobro em Serra Azul.
Downey enfatizou que a empresa vai privilegiar, durante as obras, os trabalhadores locais. "A MMX priorizará a contração de mão de obra local e podemos garantir que 90% dos equipamentos que serão adquiridos pela mineradora serão de origem nacional", disse.
A MMX vem adotando uma estratégia ofensiva no sentido de integrar a produção de minério de ferro extraído em Serra Azul. Em meados do mês passado, a mineradora e a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas) anunciaram um acordo preliminar para exploração conjunta da mina Pau de Vinho, localizada na região e com reservas estimadas em 800 milhões de toneladas de minério de ferro, cujo direito minerário pertence à siderúrgica.
O documento prevê que a MMX ficará com 86,5% da produção da mina, estimada em 8 milhões de toneladas por ano, enquanto a Usiminas ficará com 13,5%. Os volumes extraídos na lavra serão apurados e divididos, de acordo com estas cotas, trimestralmente. A parceria, cujo acordo definitivo será firmado em janeiro de 2011, também permite que a Usiminas utilize o Superporto Sudeste, em Itaguaí (RJ), que está sendo adquirido pela MMX da LLX Logística, também do empresário mineiro, para embarques do aço.
O CEO não descartou aquisições de jazidas em Serra Azul e nem novas parcerias com outros players que detém reservas e atividades na região, a exemplo do acordo com a Usiminas. "O potencial para acordos ‘ganha-ganha’ na região é grande. Não somos fornecedores de logística, mas usaremos nossos ativos logísticos e portuários como trunfos nas negociações", afirmou.
Fonte: Diário do Comércio
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