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notícias > ALL terá terminal de R$ 730 mi em MT
A América Latina Logística (ALL) anunciou ontem a construção do maior terminal de commodities agrícolas do país. A novidade terá um investimento de R$ 730 milhões e será instalada em uma área de 385 hectares (3,8 milhões de metros quadrados) em Rondonópolis, Mato Grosso. O objetivo é transportar cargas de clientes que atuam na região e agilizar o transporte da produção do Estado para o porto de Santos.
 
O terminal tem previsão de conclusão em setembro de 2012 e estará na ponta da expansão dos 260 quilômetros de ferrovia entre a Rondonópolis e Alto Araguaia. Hoje, é nessa cidade que começa a chamada Malha Norte, concessão ferroviária com prazo de quase 70 anos que vai do Centro-Oeste ao litoral de São Paulo.
 
Além de grãos, fertilizantes e algodão, haverá movimentação de produtos frigorificados, combustíveis e madeira. Segundo o diretor comercial da ALL, Sérgio Nahuz, o projeto do complexo é atender a demanda potencial de transporte da produção do Mato Grosso nos próximos 25 anos.
 
A ALL ficará responsável pela construção da infraestrutura do terminal. O investimento próprio inclui terraplenagem e implantação de trilhos, além de construção de área de limpeza de vagões, pátio para 1200 caminhões e sete quilômetros de acesso rodoviário. Tudo a um custo total de R$ 60 milhões. Já os clientes investirão R$ 730 milhões para a instalação de suas unidades no local.
 
No terminal, foram desenhados espaços divididos em quatro áreas principais. A maior delas, com 1,580 milhão de m2, será destinada a fábricas de farelo de grãos e de óleo. Outra, com 310 mil m2, será ocupada por terminais de contêineres e de cargas industriais (como toras, algodão e óleo vegetal). Haverá também uma área para terminais de combustíveis (190 mil m2) e uma última para fertilizantes (480 mil m2) - esta, destinada à importação para o Estado.
 
"Este será o terminal de maior produtividade da ALL, planejado para carregar um trem inteiro em três horas, o giro mais rápido da nossa malha", diz o gerente de projetos de infraestrutura da empresa, Sildomar Arruda.
 
Segundo a ALL, clientes da companhia já colocaram em curso na região de Rondonópolis projetos de investimentos para se instalar nas áreas destinadas a terminais e esmagadoras de grãos, que serão integrados à nova ferrovia. Entre os clientes que atualmente usam os serviços da ALL Malha Norte estão Bunge, Dreyfus, Cargill e Cosan. "Esperamos fechar os contratos até julho", diz o diretor comercial, Sérgio Nahuz, que não revela com quais empresas os negócios serão fechados.
 
O terminal pode incrementar ainda mais o crescimento de tonelagem transportada na Malha Norte, que entre 2006 e 2010 foi de 84%, de 11 para 21 bilhões toneladas por quilômetro rodado.
 
De acordo com a empresa, o projeto tem capacidade para retirar das rodovias cerca de mil caminhões, economizando 95 milhões de litros de diesel anualmente. A previsão é que as obras de implantação da ferrovia entre Rondonópolis e Alto Araguaia sejam concluídas em agosto de 2012 e o terminal, um mês depois.
 
Expansão da companhia conta com o transporte de minérios

Com a instalação do terminal em Mato Grosso, a ALL concluirá um dos principais projetos de expansão previstos para os próximos anos. O diretor comercial da empresa, Sérgio Nahuz, diz que, além do complexo em Rondonópolis, a mineração é uma área estratégica para o crescimento da empresa.
 
A ALL quer ligar a região de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, a um porto do Sudeste. "Ainda estamos mapeando, mas clientes naturais seriam Vale, ArcelorMittal e MMX, por exemplo", adianta. As opções para exportação são o porto de Santos, em São Paulo, ou Sepetiba, que fica na cidade de Itaguaí, no Rio de Janeiro. Segundo Nahuz, as expectativas são audaciosas em investimentos e volume de carga transportada, embora não revele detalhes.
 
Outro instrumento para a expansão da ALL é a consolidação da Brado Logística, braço da companhia criado em dezembro que atuará no setor de logística de contêineres. A nova empresa investirá em terminais e na expansão da capacidade ferroviária com o objetivo de replicar no Brasil o modelo de países onde a participação de mercado das ferrovias no segmento de contêineres é superior a 50%. A Brado planeja investir R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos para alcançar uma participação de mercado de aproximadamente 12% no volume de contêineres movimentados nos portos dentro da área de cobertura da ALL.
 
O terceiro é chamado de projeto Rumo, que prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão em terminais, vagões, locomotivas e na duplicação da via que leva ao porto de Santos, para aumentar principalmente o volume de açúcar transportado.
 
Fonte: Valor Econômico




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